l'anxiété
Ou em ultimo caso, deixe-me ser um anjo no inferno.
© rocklessly + +
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Por vezes dá-me para parar e pensar na vida. Concentrar-me na essencial e apagar todo o que está a minha volta. Agrada-me ter um espaço só meu, um espaço na minha mente para reflectir. E esse espaço é-te impenetrável, é inalcançável para qualquer um. Gosto de pensar no amor, naquele que outrora me deste, da solidão que recentemente me ofereceste, na saudade, que temo vir a ter, em tudo o que me faz lembrar de ti. As tuas efémeras promessas insaciantes, os teus cuidados quase inexistentes, tudo isso ainda me faz falta, não devia, mas faz falta. Diz-se que quem é dotado de certas capacidades, é inteligente demais para sofrer por amor, porém toda a gente sofre, e eu insignificante como sou, também sofro. Custa, mas é a realidade. Muitas pessoas me tentam abrir os olhos, ás quais estou eternamente agradecido, contudo nada nem ninguém te vai dissipar dos meus pensamentos. Tu fazes-me sorrir e isso é que importa. Sorrio por uma ilusão, talvez, sorrio por uma impossibilidade, talvez, mas sou feliz. Sou feliz por saber que és feliz, mesmo que não seja comigo. E se a ignorância da ilusão me faz idiota, pois assim seja. E basta-me pensar em ti para denotar um simples contentamento e só por isso fazes-te merecedor de tudo o que te tenho para oferecer. Não é obcessão, é simplesmente amor. E sim, estarei aqui para sempre. Estarei aqui para te acompanhar, mesmo que não saibas, no teu caminho sinuoso que é a vida. Estarei aqui, discretamente, para fazer de ti a melhor pessoa do mundo.

(Jordan, unsatisf1ed)

❝ Essa coisa de ter que escrever algo pra alguém somente em data comemorativa é tão errada. Se é aniversário, escrevem, se é dia da amizade, escrevem, dedicam, reverenciam-se.
E quando nada acontece? E quando os amigos não se vêem?
Nada é lembrado, muito pelo contrário, só se afastam. Daí a gente se pergunta cadê aquelas promessas de amizade eterna? Cadê aquele sentimento que diziam sentir?
O clichê só é demonstrado em uma data específica, o clichê deveria ser lembrado a cada dia, a cada segundo que se comemora uma amizade. O dia tá nublado e frio, você tá na sua casa, na frente do computador e eu tento dizer algo sobre você. Não deixarei que a rotina nos maltrate e nem que o tempo te leve de mim. Espero não me desapontar e nem te desapontar quanto às nossas expectativas do que é o “pra sempre”.
E mesmo se um dia, algo acontecer e destruir tudo o que construímos, que sejamos fortes pra refazer os nossos laços.

Simetrizar, em Nossos nós. (via s-i-m-e-t-r-i-z-a-r)
❝ Eu prometi à mim mesma que não iria mais escrever nenhuma palavra sobre amor, sobre sentimentos, sobre você. Eu me prometi que nunca mais iria fazer nenhum escrito, ou versinho qualquer que falasse de qualquer dor, ou até mesmo de outra coisa. Eu não quero escrever, eu não posso mais. Mas é a única forma que eu acho pra desabafar, pra expressar minhas angústias. Já tentei conversas, já tentei chorar, o choro vem até ajudado, mas quando eu seguro uma caneta ou quando eu coloco as mãos sobre o teclado do computador é como se toda dor fosse embora, como se a aliviasse toda, ou pelo menos boa parte dela. E agora, quando a noite fria chegou até nós, eu me vi com a necessidade de escrever, qualquer coisinha, qualquer nota. Algo pra me desprender, acredito que quando escrevemos sobre algo, nos desprendemos disso, não totalmente. Pra dizer a verdade, eu não queria estar escrevendo, ou falando, eu queria era poder deitar em um colo e poder depositar todas estas lágrimas que estão aqui. O que eu queria mesmo, era sentir-me segura.

Simetrizar (via s-i-m-e-t-r-i-z-a-r)
❝ Não se cura amor com outro amor, nem com ódio, nem com qualquer outro sentimento. Amor não se cura, não é doença. É sentimento. Um defeito de fabrica que todo ser humano tem. Quando Deus, Alá ou sabe-se lá quem, nos criou nos deu o maior dom dentre tudo que existe, nos deu a capacidade de escolher, de discernir, nos deu o livre arbítrio. Podemos construir planos, sonhar com o futuro, no entanto, como que se fosse uma brincadeira de mau gosto, quiçá uma piada, também nos conferiu um mecanismo para refrear-nos, Ele nos deu sentimentos…
Como correntes que nos transportam e nos fazem esquecer quem somos ou o que somos. Que até mesmo superam toda a razão de ser que temos. Nos toma e transborda ao mundo do sonho, das fantasias. Lá tudo é perfeito, não precisa ser real, apenas ser como queremos que seja. Para uns o paraíso, para outros o céu, e ainda para outros o inferno e a tormenta de não ser amado.
Tudo isso em apenas um recipiente, em uma árdua luta sem fim, chocam-se, batalham… então com uma voz que se ergue nos vemos em duvida: entregar-se ao coração ou agir com o clamor da razão? Talvez até misturem-se, a razão torna-se instrumento do coração e tudo que a pessoa amada diz é perfeito, incomparável. Nos cega…
Melhor fosse que estivéssemos doentes, maculados, pois toda doença tem um fim, ou nos curamos ou morremos, por mais que se fale em morrer de amores, nunca vi ninguém que o fizesse, matasse por amor (às vezes matamos a nós mesmos, mas o que seria morte se não o triste fim do homem? Já morremos a cada segundo mesmo), mas não morre-se de amor!
Já a outra face, a real, nos mostra que nem todo defeito se conserta. Ele pode ser subtraído, escondido, mas continuará ali… Apenas não será visto, mas existirá. Como um tumor, junto ao coração, à razão. Ele nos exalta a momentos de tristeza e a alguns de raiva, mas nunca desaparecerá por completo, pode adormecer, mas não morrer.

Gabriel P., em carta não entregue após o ontem.  (via s-i-m-e-t-r-i-z-a-r)
❝ E dia-após-dia eu me descubro mais. Vou juntando os pedacinhos do meu próprio quebra-cabeça e de pedaço em pedaço vou me fazendo. Ontem mesmo, eu estava andando pelas ruas amontoadas de pessoas, quando um andarilho me disse que eu pareço me importar demais com as pessoas e então eu revidei, dizendo que não sou perfeita e que assim como sou magoada, eu também sei magoar. Depois de ter dito isso, ele retrucou: você pode até magoar, mas a sua alma é tão doce que se preocupa em magoar com jeitinho, magoa sem deixar a pessoa saber que está sendo magoada. Disse-me também pra parar de ser deixada pelas palavras alheias, parar de me comover com atitudes baratas, porque nem todo mundo é como eu, nem todos estão a se preocupar com os outros. No final da nossa breve conversa, ele disse: “Você é sempre a que sai ferida, é sempre a que fica exposta e sempre a que sofre, pense um pouco mais em você, menina”- isso soou como um sussuro e ao mesmo tempo foi como um tapa em meu rosto. Eu sai de perto dele e pensei que aquilo era mesmo uma verdade de mim, mas quem disse que toda verdade é incontestável? Essa é só mais uma peça perdida do meu quebra-cabeça ambulante.

Simetrizar, in meu quebra-cabeça. (via s-i-m-e-t-r-i-z-a-r)
❝ A verdade é que eu tenho medo. Medo de admitir o quanto eu gostaria que desse certo, admitir de que quando somos só nós dois, olho no olho, eu sinto tanta segurança. Mas toda essa segurança se vai em fração de segundo quando eu vejo que não tem nada certo e que a única certeza que tenho é que somos duas incógnitas. Duas variáveis a procurar suas respectivas soluções, talvez somos apenas dois problemas, talvez. Nós conseguimos ser dois pólos diferentes e tão iguais ao mesmo tempo, conseguimos ser fogo e água. Isso! Acho que a expressão correta de nós dois é: somos uma verdadeira linha tênue. As pessoas tiram sarro, riem, implicam e dizem: vocês dois seriam perfeitos juntos.
E se todos eles estiverem certos? E se tudo que somos juntos for essa linha tênue que serve pra que um complemente o outro? Eu queria descobrir, eu quero descobrir.

Simetrizar (via s-i-m-e-t-r-i-z-a-r)
❝ (…) mas ainda existe amor aqui dentro, mesmo que escasso, ainda existe e, ainda dói. Sinto falta, vontade de chamar para conversar, vontade de perguntar como está a vida e como está passando a noite e se está tirando boas notas no colégio, mas aí eu lembro que esse tipo de conversa era ilusão e que tudo não passou de um lindo e doce sonho, tendo me restado apenas a cruel realidade de ver o vazio que habita no seu lugar ao meu lado. Difícil de me acostumar à essa cena todas as manhãs e todas as noites, mas conseguirei com o tempo. Aprendi antes a fingir minhas dores emocionais. Agora chegou a hora de por em prática meu aprendizado com total excelência. (…)

Ric Netto (via p0etizo)
❝ Para não dizer que não falei das flores, falo de você, agora. O seu sorriso calmo e sua necessidade de letras minúsculas. Da sua boca fina, da voz agitada, do cabelo arrumadinho e a blusa amarrotada. Falo do seu abraço fervoroso, das palavras certas, do adeus sem lágrimas. Da sua mão calejada, seus desenhos ínfimos e a imaginação gritante. Do seu desejo de querer o céu, as luas, planetas e pessoas - todas, todas. Falo da sua vontade de gritar, de se embriagar, de fazer da pintura um ato de coragem. De se fazer de coragem, de se fazer de rosa, de se fazer de carro alegórico. E se imaginar em fantasia, no meio dos aplausos do telespectador, na varanda que tem vista pro mar. Falo do seu jeito de fechar os olhos - lentamente, indo e indo pra lugar nenhum -, seu rosto torto, a sua mania de dobrar a camisa três vezes. Do seu medo de escuro, de aranhas, de viver só, de ter medo. Falo de você como se eu te conhecesse melhor que todo mundo, como se eu fosse você e sentisse na pele o calor do Sol penetrando no corpo. Como se nós - eu e você - fôssemos uma única lua com um par de estrelas dentro. Falo de você com ânsia do próximo segundo, arfando incessantemente até a morte chegar. E mesmo morta, eu ainda estaria com ânsia de você. Da sua música preferida, sua cor preferida, seu sapato preferido. Eu falo lembrando de como você se embola com os tempos verbais, com a gramática e mesmo assim você diz exatamente o que quero ouvir. De se atirar ao abismo sem o frio na barriga, de andar de carro na última velocidade e de fugir da polícia quando nós, um dia, roubarmos um coração. “Pra não dizer que não falei das flores”, cito as suas eras do gelo, seu andar quase parado e seu desânimo com as noites. Do seu desânimo com tudo que tenha muitos significados, com tudo que seja triste e termine sem fim definido. Eu falo de você sabendo mesmo-mesmo que estamos em mundos diferentes e que. daí onde está, você não vê flores. Nem o céu resfriado. Nem as constelações. Nem eu.

— Amanda Lua  (via escritosdaalma)
❝ Será que ela pensa um pouquinho em mim? será alguma vez o coração dela já bateu um pouco mais forte por causa de mim? será que ela já se preocupou um pouquinho comigo? será que ela já pensou em dividir um lugarzinho comigo? será que ela já pensou em sairmos juntos, na calçada da praia de mãos dadas? será que ela já pensou em sentar comigo enfrente a lareira numa noite fria, e prosear um pouco? será que ela já pensou em mim com um pedacinho do coração? Essas perguntas me atormentam, me deixam meio que me sentindo um idiota de amar tanto e não saber se esse amor é reciproco, de pensar tanto em uma pessoa com o coração e acontecer dela não pensar em mim, nem de vez em quando. As vezes queria uma resposta definitiva, mesmo que essa resposta me fizesse sofrer, seria melhor destruir duma vez só essa esperança que habita o meu peito.

— nando12  (via nando12)
❝ Quem me dera ser andorinha para migrar quando chegasse o inverno e só voltar quando o sol inundasse os dias, derretendo o resto da geada e pintando o céu mais uma vez. Ah! Quem me dera poder voar bem alto quando o chão fosse perigoso e a terra, barulhenta de mais para os meus ouvidos e meu coração. Pudera eu ter asas do lado de fora para quando eu fosse fugir não precisasse voar para dentro de mim e, sim, para o mundo. Esse imenso mundão que me espera de braços abertos quando o meu peito fica pequeno para tanto drama. Mas, céus! não tenho asas. Não sou andorinha, não sou anjo, não sou pomba branca, não sou gavião, nem mesmo um avião eu posso ser. Sou gente, só tenho asas na mente e na alma e, por isso, quando quero levantar voo, eu escrevo. Escrevo como se estivesse batendo as asas em direção ao sol.

rio-doce  (via fizdemimpoesia)
❝ Não se cura amor com outro amor, nem com ódio, nem com qualquer outro sentimento. Amor não se cura, não é doença. É sentimento. Um defeito de fabrica que todo ser humano tem. Quando Deus, Alá ou sabe-se lá quem, nos criou nos deu o maior dom dentre tudo que existe, nos deu a capacidade de escolher, de discernir, nos deu o livre arbítrio. Podemos construir planos, sonhar com o futuro, no entanto, como que se fosse uma brincadeira de mau gosto, quiçá uma piada, também nos conferiu um mecanismo para refrear-nos, Ele nos deu sentimentos…
Como correntes que nos transportam e nos fazem esquecer quem somos ou o que somos. Que até mesmo superam toda a razão de ser que temos. Nos toma e transborda ao mundo do sonho, das fantasias. Lá tudo é perfeito, não precisa ser real, apenas ser como queremos que seja. Para uns o paraíso, para outros o céu, e ainda para outros o inferno e a tormenta de não ser amado.
Tudo isso em apenas um recipiente, em uma árdua luta sem fim, chocam-se, batalham… então com uma voz que se ergue nos vemos em duvida: entregar-se ao coração ou agir com o clamor da razão? Talvez até misturem-se, a razão torna-se instrumento do coração e tudo que a pessoa amada diz é perfeito, incomparável. Nos cega…
Melhor fosse que estivéssemos doentes, maculados, pois toda doença tem um fim, ou nos curamos ou morremos, por mais que se fale em morrer de amores, nunca vi ninguém que o fizesse, matasse por amor (às vezes matamos a nós mesmos, mas o que seria morte se não o triste fim do homem? Já morremos a cada segundo mesmo), mas não morre-se de amor!
Já a outra face, a real, nos mostra que nem todo defeito se conserta. Ele pode ser subtraído, escondido, mas continuará ali… Apenas não será visto, mas existirá. Como um tumor, junto ao coração, à razão. Ele nos exalta a momentos de tristeza e a alguns de raiva, mas nunca desaparecerá por completo, pode adormecer, mas não morrer.

Gabriel P., em carta não entregue após o ontem.  (via antigas-cartas)
❝ Tá faltando alguém”, eu disse, quando ele fez silêncio e a chuva diminuiu. Ele me olhou cansado, segurando suavemente a taça de vinho em uma mão, e agarrando um cigarro na outra. “Vai falar sobre aquele cara de novo?”, perguntou, curvando as sobrancelhas. “Não vou falar sobre o Lucas. Só falei que está faltando alguém.”, me levantei para pegar mais vinho. “Você pensa muito nele. Às vezes isso me cansa.”, ele explicou, numa voz torta e mais cansada do que sua expressão. “Bom… Se não gosta da minha companhia…”, comecei a falar, num tom de descaso. Ele me interrompeu, “Não venha me atacar com teu desprezo e tua falta de sentimentos, essa baboseira sobre não se importar com o que eu penso e com o que eu sinto. Já deu, Clarice. Não tô nem aí para o que eu sinto também, nem para o que você sente. Pode parar de tentar construir esses muros aí envolta de ti, porque eu não vou tentar mais te ajudar ou te conhecer. Já cansei.”, eu olhei pra baixo, um pouco surpresa, rindo baixo. Ele ficou em silêncio por um tempo. Depois falou alto demais, “O que foi? Do que tá rindo?”, eu o olhei, “Não cola. Essa sua história aí não cola. Você vai me ligar amanhã de manhã preocupado com o que eu fiz depois que você foi embora, vai me chamar pra passar o dia com você, vai me mandar umas trinta mensagens falando sobre como eu cruzo as pernas, como meus cílios tem a leveza de um gato. Eu poderia escrever um livro com todas essas coisas que você sempre diz. Não cola, não cola. Você não vai deixar de se preocupar comigo.”, ele se levantou e colocou o vinho no chão. “Eu me cansei, já disse. Não vou mais te procurar. Quando você quiser alguma coisa, me procure. Pra mim, já deu.”, disse, indo embora.
Meu telefone tocou depois de meia hora.

Clarice  (via azulejar-o-ceu)